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terça-feira, 21 de maio de 2013

SHOW DO CARA SEM O CARA

O negócio é o seguinte, a gente demora a postar, mas quando volta pra cá é porque tem coisa errada nesse Mundo.

Imagina tu que gostas de um rock mais pesado, poder ir a um show de um cara, altos cantor internacional, um metaleiro, com um vozerão, com um currículo invejável, altos som massa, bem na tua cidade. Ah, legal né? Seria, se o cara já não estivesse morto há três anos. Pois é. Mas vai ter o evento, tá tudo certo.

Parece que depois de namorar pelado a nova moda é fazer shows de gente que já se foi. Tipo aquele da Legião Urbana sem Renato Russo e do Queen sem Freddie Mercury. Esses dias inventaram até apresentação dos saudosos The Mamas & The Papas com o detalhe que três dos quatro integrantes originais já tinham partido dessa há uma cara. Mas o grupo existe, ué, pelo menos o nome é o mesmo, seja lá com quem...

Mas conseguiram piorar. A bola da vez no meio artístico é fazer show de cantor solo sem o cantor. É! Ninguém menos do que Ronnie James Dio, a eterna voz do heavy metal e ex-Black Sabbath, sai de sua tumba para aterrorizar sua noite de 14 de julho em Florianópolis. É o que diz seu site oficial, que ainda está bem ativo, prometendo apresentações Mundo afora:



"Fica esperto. Vou te pegar, gurizão, vou puxar teu pé" - garantiu o vocalista


Agora, se você ainda tá estranhando tudo isso é porque se esqueceu de que, pelo menos aqui no Brasil, Dio poderá descansar tranquilo e contar com um know-how de um cara em substituir os insubstituíveis. Estamos falando, logicamente, do ator, cantor, capitão do Bope e baiano Renato Rus.. digo, Wagner Moura.



"Eu sei que sou apenas um 02, mas eu pedi pra entrar nessa, afinal, somos tão jovens" - diz o painho do movimento 'backup musical'


E aí, será só imaginação?
De qualquer modo esse show não será mais do mesmo.

Compre já seu ingresso. \m/

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

A CHEGADA DOS NAZARENOS NA ILHA DE SANTA CATARINA

Ninguém viu, mas pouca coisa foi tão marcante na história de Florianópolis quanto a passagem da banda escocesa Nazareth em solo ilhéu neste fim de semana. E não estamos nos referindo ao show desta sexta-feira passada no Stage Music Park - performance da melhor idade por aqui já é rotina. Os caras se sentem tão confortáveis em SC que há quatro chegaram a posar para a foto de capa do álbum The Newz com um exemplar do Diário Catarinense na mão.

Mas afinal o que houve de tão especial? É que por algum mal-entendido, a alta cúpula catolicista da Capital ficou sabendo por cima sobre a chegada dos "nazarenos" na Ilha. A notícia se espalhou como telefone sem fio nos túneis secretos que ligam o Colégio Catarinense, o extinto Colégio Coração de Jesus e a Catedral Metropolitana de Florianópolis. Do coroinha ao bispo só se ouvia "eles estão chegando, os nazarenos! Preparem tudo! É a profecia!".

A notícia chegou ao presidente do Vaticano (um pequeno país dentro da Itália) que recebeu a informação do chefe da Casa Civil com muita desconfiança:

- Ó, eles tão pra vir
- Tu diz? Mas o Cara lá de cima não mandou sinais
- A fonte é quente. Tão no Brasil
- Boa! Deve ser para catequizar mais índio. Monta o cortejo e encomenda salgadinho - para mim, no caso


"Tu diz?" - O Papa não botou fé na notícia


Pouca gente reparou que ao meio-dia de sexta-feira, dia 10 de fevereiro, o sino virtual da Catedral Metropolitana (que roda digitalmente por mp3) badalou precisamente doze vezes e meia. E meia?! Sim, meia badalada a mais ao meio-dia é o código apostólico-romano internacional para a chegada de alguém muito importante, de uma notícia bombástica ou de uma profecia concretizada. Em determinadas regiões pode significar que a corda do sino está um pouco frouxa, precisando de ajustes.

E com a benção do Papa os nazarenos foram recebidos no aeroporto Hercílio Luz, transportados em carreata ao som do Padre Fábio de Melo rumo Centro da cidade, onde lideraram uma procissão de baixo orçamento montada às pressas.


(clique na imagem para ver melhor e acreditar, São Tomé)
O vocalista Dan McCafferty e os músicos Pete Agnew, Lee Agnew e Jimmy Murrison (não sei se nessa ordem) meio que sem saber o que rolava encararam a santidade de boa e lideraram o desfile


Após abençoarem as Ruínas Públicas do Miramar, o Banco Redondo e o Museu do Saneamento, era chegada a hora da revelação.

- Vocês vieram para ficar? - perguntou o capelão, cheio de esperança.
- Pô... não bicho. Não é que a gente não goste de ser tratado como deuses aqui na terra de vocês, mas é que amanhã temos show no Paraná, campeão. Foi mal aí... - revelou  Dan.
- Não tem problema, fica para a próxima então. Ainda acho que vocês são os escolhidos - concluiu o capelão com desapontamento nos olhos ao encerrar as festividades.

Bom, é isso. Rock e religião nunca andaram tão juntos. Quem diz que o Diabo é o pai do Rock é porque não conhece a banda escocesa Nazareth - e nem a passagem relâmpago deles em Florianópolis.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

NATAL DAS POMBOCAS

Ontem a expectativa do início do "Natal das Luzes" em Florianópolis foi enorme, mas...


(clique para ampliar)
Recolheram o fiozaredo e acabaram com a festinha


E como o assunto agrediu a imagem da prefeitura, da Árvore e de toda a segurança pública, a Guarda Municipal promete investigar o caso e apontar suspeitos já nas próximas horas.

Mas quem é que poderia ter a ousadia de aprontar uma dessas com o espírito natalino?

Aí é que entra o papel social deste incansável blog que já deu o pontapé inicial nas buscas. Não temos dúvida. Pode prender o mau elemento:


O Grinch pode avacalhar geral o Natal da Capital catarinense. Isso muda tudo

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A ÁRVORE DO DINHEIRO

Em Florianópolis o Natal já invade lojas, residências e os cofres públicos:

Árvores grandes, feias e superfaturadas serão novamente a fabre natalina em todo o Brasil


Ou seja: ninguém aprendeu NADA no ano passado.

Ou pior: aprenderam muuuuuuuuito fazendo árvores e enganando o cantores ceguinhos.

Polêmica!

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

PARABÉNS BURLE MARX. PARABÉNS FLORIANÓPOLIS

Hoje o Google veio com mais uma de suas belas e coloridas homenagens.
O jovem do dia foi Burle Marx, que faria 102 anos hoje se estivesse vivo.

Aí você se pergunta:
Mas quem foi Burle Marx?

Resposta:
Roberto Burle Marx (São Paulo, 4 de agosto de 1909Rio de Janeiro, 4 de junho de 1994) foi um artista plástico brasileiro, renomado internacionalmente ao exercer a profissão de arquiteto-paisagista. Morou grande parte de sua vida no Rio de Janeiro, onde estão localizados seus principais trabalhos, embora sua obra possa ser encontrada ao redor de todo o mundo.

Aí você se pergunta:
E o que eu, manezinho, tenho a ver com o carioca aí?

Resposta:
Muito.

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Pouca gente sabe, ou ainda se lembra, de que um dia Florianópolis já foi, ou tentou ser, embelezada por uma das grandes obras do artista. O jovem foi responsável pelo projeto paisagístico do aterro da Baía Sul.

O espaço projetado por Burle Marx trazia quadras de esporte, canchas polivalentes, espelhos d’água e mais de duas mil árvores. Seríamos uma espécie de Dubai dos anos 80. Um sonho.

Tá... e... Eu quero ir nisso tudo aí. Quedê?

É só visitar o Direto do Campo, o estacionamento da Aflov e o Ticen. Ainda tem umas 40 árvores do jardim original. Bonito, né?

DESAFIO JARDINS BURLE MARX

Abaixo mostraremos algumas obras do paisagista valorizadas e mantidas até hoje com todo o capricho - sem legenda, para deixar o leitor muito confuso. Adivinhe qual delas fica em Florianópolis.
Dica: está em estágio Terminal.













Agora que você já sabe um pouco sobre as obras do artista, envie e-mail ao Sr. Google sugerindo um revezamento na artezinha do buscador - para que a nossa bela Ilha da Magia não seja esquecida:


 
Como é


Como poderia ser
(clique para empliar)

 

sexta-feira, 18 de março de 2011

IMPÉRIO DAS ÁGUAS - O MAIOR ESTUDO SOBRE AS CHUVAS EM SC

PRELÚDIO

Um pedacinho de terra perdido no mar, por enquanto conhecido como capital de Santa Catarina, passa por um momento ímpar desde o início do chamado Império das Águas - em novembro de 2008.

Há dois anos e meio o catarinense e, principalmente, o florianopolitano, foi se adaptando com a vida anfíbia diária. São novos costumes, outra cultura e diferentes hábitos se arraigam em nosso jeitinho darwiniano de ser.

Só que essa vidinha pacata e úmida está ameaçada. Preparem-se, pois já não chove em Florianópolis há aproximadamente 96 horas. Alarmante. É preocupante imaginar toda a tragédia que vem por aí se a umidade relativa do ar ficar abaixo de 92%.

Vamos relembrar? Entenda o contexto histórico da situação na pesquisa a seguir:


Preparem-se: nosso blog tá com a gota


COMO TUDO COMEÇOU

- Novembro de 2008
Início do chamado Império das Águas (dividido em períodos).
As chuvas tomam conta de Santa Catarina tanto em volume quanto em intensidade. Devastam morros, encostas e causam destruições permanentes em algumas cidades. O Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis são as áreas mais prejudicadas. Hoje sabemos que foi a alerta de um hóspede inconveniente que chegou para ficar.

- Dezembro de 2008 a abril de 2009
Período Pluviométrico
A chuva ainda é constante, menos intensa, mas já faz parte da vida do catarinense que não pode mais apreciar o pôr-do-sol devido ao excesso de nuvens carregadas. Na área biológica as notícias animam: a população de Santa Catarina desenvolve anticorpos e já é imune a frieiras e à alergia ao mofo.

- Maio a novembro de 2009
Período da Sombra
Mesmo sem o Sol, o povo ilhéu ainda cultiva boas energias. Florianópolis é candidata à cidade-sede da Copa de 2014, mas infelizmente, como previa Cacau Menezes, a capital catarinense fica fora do certame devido ao excesso de chuvas na região. Foi um balde de água fria no já molhado povo catarinense.

- Dezembro de 2009 a janeiro de 2010
Período da Revolta Galáctica
Na Ilha da Magia a plena falta de visibilidade atmosférica no dia 21 de dezembro impede astrônomos e apaixonados por corpos celestes de acompanharem o eclipse total da Lua. O evento no planetário da Ufsc é cancelado e a classe galáctica fecha a Rua Deputado Antônio Edu Vieira com lunetas, telescópios e binóculos queimados. O sindicato dos astrônomos negocia com a prefeitura a abertura das nuvens em horários programados.

- Fevereiro de 2010
Período da Rivalidade
Joinville concorre com Curitiba e com Florianópolis (pela primeira vez), ao título de Cidade-Chuva do Brasil 2010. A ocorrência do terceiro maior temporal de sua história leva muita água e o título cobiçado para a capital catarinense. Autoridades de Joinville entram com recurso e pedem o apoio do então governador Luiz Henrique da Silveira, que promete descentralizar a chuva para toda Santa Catarina. Os ânimos se acalmam.

- Maio de 2010
Período Fluviométrico - Mark I
Em Santa Catarina as nuvens carregadas adotam o litoral como lar definitivo. A população cria o movimento "tomara que não caia", mas a torcida é em vão. A região do Centro é uma das mais afetadas pelo maior aguaceiro da história da Ilha. Tudo o que não está acima de três metros do nível do mar é levado pelas águas. Não se sabe se o rio Hercílio Luz voltará a ser avenida.

- Junho a outubro de 2010
Período das Baías Salobras
Os níveis fluviais baixam se estabilizam em seus devidos lugares. É o fim do Fluviométrico 1. Os poucos peixes, apenas os mais resistentes, das Baías Norte e Sul já se adaptam a um mar de água salobra. A escassez dos frutos do mar dispara os valores do Mercado Público. Os comerciantes deixam de aceitar cartões de créditos e cheques - uma reviravolta na economia local. Enquanto isso a chuva é fraca, mas diária.

- Novembro de 2010

Período das Zombarias Internacionais
A banda Creedence Clearwater Revival embala o ritmo da capital catarinense na noite de 14/11. Tudo ocorria bem, até que um nativo da Ilha mais ligado em inglês interrompe a performance de 'Have You Ever Seen The Rain' (você já viu a chuva?) questionando se a banda sabia onde estava e para quem tocava, afinal a galera por aqui via a chuva todo o santo dia e exigia respeito. Quase deu briga feia e periga os norte americanos nunca mais pisarem em nosso solo lamacento.

- Janeiro de 2011
Período Fluviométrico - Mark II
Na Ilha, após surpreendentes dias nublados e até raros momentos de Sol visível em pleno verão, a paciência da natureza se esgota e os turistas são expulsos da cidade num rompante toró de alagar avenida - o segundo maior da história da Capital. A população passa o rodo geral, corre atrás de pano e calça as botas de borracha, provando que chuvaredo é coisa nossa e que o que vai, vai, e o que vai, vem.

- Fevereiro de 2011
Período do Aguaceiro Folião
É um período curto, mas de grande importância histórica e de abrangência mundial. A escola de samba Grande Rio (RJ) homenageia Florianópolis na Sapucaí da maneira mais adaptada ao nosso modo de vida e leva a chuva daqui para todo o sambódromo de lá. Por não estar competindo a escola não ganha pontos em adaptação ao tema. Seria 10, nota 10.


SITUAÇÃO PRESENTE

Março de 2011
Período da Incerteza
Quatro dias seguidos sem chuva levam a população florianopolitana à beira da loucura. Especialistas recomendam uso de filtro solar e de óculos escuros mesmo em ambientes fechados e à noite, afinal é Lua cheia e o céu está limpo. O prefeito negocia com a aeronáutica a produção de chuva artificial tendo em vista a saúde da população que sofre com garganta seca, nariz sangrando, pele descascada e danos na retina. A Casan já avisa que o norte da Ilha será a primeira região afetada com o abastecimento se a chuva não cair em poucas horas. Algumas calçadas, ruas e construções recentes começam a rachar devido aos altíssimos níveis de radiação ultravioleta - índices similares foram registrados somente antes de 2008. A Figueira da praça XV, nascida em 1871 corre o risco de secar. Com o hábitat semi-árido, caranguejos do mangue do Itacorubi correm risco de extinção.

Plantão:
Isso é tudo que temos até o momento, mas nossa equipe está de plantão nas ruas aguardando as últimas notícias sobre a falta de chuva na Capital, esse raro fenômeno da natureza. Aguardem.

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

CLÁSSICOS DA PANFLETAGEM

Quando o nobre amigo Pablo Benítez resolve remexer em seu arquivo pessoal, as notícias velhas são sempre boas. O baú do nosso amigo portenho-tupiniquim parece não ter fundo. De vez em quando somos surpreendidos por pérolas da folheteria florianopolitana.

Por exemplo: há meses o rapaz chegou do interior do Estado e desceu do carro jogando dinheiro pra cima. A rapeize pirou geral ao recolher as doletas. Pensamos que o fortunado havia ganho numa premiação clandestina, mas decepção geral foi descobrir que a tal cédula de U$10 valia "uma sauna" num inferninho de Floripa que provavelmente já nem existe.


A sauna era nota 10


Sem mais historinhas, deixamos o melhor para o final. Apresento o néctar do marketing catarinense, direto do túnel do tempo de Pablo Benítez:

Depois da TV, vem coladinho, quase encostado, o panfleto do calçadão


A empresa trata "esse assunto" com tanta honestidade que deixa bem claro que nenhum funcionário uniformizado é capaz de escrever uma frase sem um erro.

E ficam as dicas do señor Benítez, nosso consultor de marketing:

- use o máximo de fontes que conseguir;
- não deixe espaços vazios;
- centralize tudo;
- utilize papel de guardanapo azul calcinha;
- não se esqueça do clipart (nesse caso um anão de saia, cego e albino).

Panfletagem em Floripa: invista.

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