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sexta-feira, 18 de março de 2011

IMPÉRIO DAS ÁGUAS - O MAIOR ESTUDO SOBRE AS CHUVAS EM SC

PRELÚDIO

Um pedacinho de terra perdido no mar, por enquanto conhecido como capital de Santa Catarina, passa por um momento ímpar desde o início do chamado Império das Águas - em novembro de 2008.

Há dois anos e meio o catarinense e, principalmente, o florianopolitano, foi se adaptando com a vida anfíbia diária. São novos costumes, outra cultura e diferentes hábitos se arraigam em nosso jeitinho darwiniano de ser.

Só que essa vidinha pacata e úmida está ameaçada. Preparem-se, pois já não chove em Florianópolis há aproximadamente 96 horas. Alarmante. É preocupante imaginar toda a tragédia que vem por aí se a umidade relativa do ar ficar abaixo de 92%.

Vamos relembrar? Entenda o contexto histórico da situação na pesquisa a seguir:


Preparem-se: nosso blog tá com a gota


COMO TUDO COMEÇOU

- Novembro de 2008
Início do chamado Império das Águas (dividido em períodos).
As chuvas tomam conta de Santa Catarina tanto em volume quanto em intensidade. Devastam morros, encostas e causam destruições permanentes em algumas cidades. O Vale do Itajaí e a Grande Florianópolis são as áreas mais prejudicadas. Hoje sabemos que foi a alerta de um hóspede inconveniente que chegou para ficar.

- Dezembro de 2008 a abril de 2009
Período Pluviométrico
A chuva ainda é constante, menos intensa, mas já faz parte da vida do catarinense que não pode mais apreciar o pôr-do-sol devido ao excesso de nuvens carregadas. Na área biológica as notícias animam: a população de Santa Catarina desenvolve anticorpos e já é imune a frieiras e à alergia ao mofo.

- Maio a novembro de 2009
Período da Sombra
Mesmo sem o Sol, o povo ilhéu ainda cultiva boas energias. Florianópolis é candidata à cidade-sede da Copa de 2014, mas infelizmente, como previa Cacau Menezes, a capital catarinense fica fora do certame devido ao excesso de chuvas na região. Foi um balde de água fria no já molhado povo catarinense.

- Dezembro de 2009 a janeiro de 2010
Período da Revolta Galáctica
Na Ilha da Magia a plena falta de visibilidade atmosférica no dia 21 de dezembro impede astrônomos e apaixonados por corpos celestes de acompanharem o eclipse total da Lua. O evento no planetário da Ufsc é cancelado e a classe galáctica fecha a Rua Deputado Antônio Edu Vieira com lunetas, telescópios e binóculos queimados. O sindicato dos astrônomos negocia com a prefeitura a abertura das nuvens em horários programados.

- Fevereiro de 2010
Período da Rivalidade
Joinville concorre com Curitiba e com Florianópolis (pela primeira vez), ao título de Cidade-Chuva do Brasil 2010. A ocorrência do terceiro maior temporal de sua história leva muita água e o título cobiçado para a capital catarinense. Autoridades de Joinville entram com recurso e pedem o apoio do então governador Luiz Henrique da Silveira, que promete descentralizar a chuva para toda Santa Catarina. Os ânimos se acalmam.

- Maio de 2010
Período Fluviométrico - Mark I
Em Santa Catarina as nuvens carregadas adotam o litoral como lar definitivo. A população cria o movimento "tomara que não caia", mas a torcida é em vão. A região do Centro é uma das mais afetadas pelo maior aguaceiro da história da Ilha. Tudo o que não está acima de três metros do nível do mar é levado pelas águas. Não se sabe se o rio Hercílio Luz voltará a ser avenida.

- Junho a outubro de 2010
Período das Baías Salobras
Os níveis fluviais baixam se estabilizam em seus devidos lugares. É o fim do Fluviométrico 1. Os poucos peixes, apenas os mais resistentes, das Baías Norte e Sul já se adaptam a um mar de água salobra. A escassez dos frutos do mar dispara os valores do Mercado Público. Os comerciantes deixam de aceitar cartões de créditos e cheques - uma reviravolta na economia local. Enquanto isso a chuva é fraca, mas diária.

- Novembro de 2010

Período das Zombarias Internacionais
A banda Creedence Clearwater Revival embala o ritmo da capital catarinense na noite de 14/11. Tudo ocorria bem, até que um nativo da Ilha mais ligado em inglês interrompe a performance de 'Have You Ever Seen The Rain' (você já viu a chuva?) questionando se a banda sabia onde estava e para quem tocava, afinal a galera por aqui via a chuva todo o santo dia e exigia respeito. Quase deu briga feia e periga os norte americanos nunca mais pisarem em nosso solo lamacento.

- Janeiro de 2011
Período Fluviométrico - Mark II
Na Ilha, após surpreendentes dias nublados e até raros momentos de Sol visível em pleno verão, a paciência da natureza se esgota e os turistas são expulsos da cidade num rompante toró de alagar avenida - o segundo maior da história da Capital. A população passa o rodo geral, corre atrás de pano e calça as botas de borracha, provando que chuvaredo é coisa nossa e que o que vai, vai, e o que vai, vem.

- Fevereiro de 2011
Período do Aguaceiro Folião
É um período curto, mas de grande importância histórica e de abrangência mundial. A escola de samba Grande Rio (RJ) homenageia Florianópolis na Sapucaí da maneira mais adaptada ao nosso modo de vida e leva a chuva daqui para todo o sambódromo de lá. Por não estar competindo a escola não ganha pontos em adaptação ao tema. Seria 10, nota 10.


SITUAÇÃO PRESENTE

Março de 2011
Período da Incerteza
Quatro dias seguidos sem chuva levam a população florianopolitana à beira da loucura. Especialistas recomendam uso de filtro solar e de óculos escuros mesmo em ambientes fechados e à noite, afinal é Lua cheia e o céu está limpo. O prefeito negocia com a aeronáutica a produção de chuva artificial tendo em vista a saúde da população que sofre com garganta seca, nariz sangrando, pele descascada e danos na retina. A Casan já avisa que o norte da Ilha será a primeira região afetada com o abastecimento se a chuva não cair em poucas horas. Algumas calçadas, ruas e construções recentes começam a rachar devido aos altíssimos níveis de radiação ultravioleta - índices similares foram registrados somente antes de 2008. A Figueira da praça XV, nascida em 1871 corre o risco de secar. Com o hábitat semi-árido, caranguejos do mangue do Itacorubi correm risco de extinção.

Plantão:
Isso é tudo que temos até o momento, mas nossa equipe está de plantão nas ruas aguardando as últimas notícias sobre a falta de chuva na Capital, esse raro fenômeno da natureza. Aguardem.

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

VEJA BEM

Hoje o mundo da oftalmologia delirou geral. A notícia quente do momento diz que pacientes ceguetas em vez de perder os olhos, perderão os dentes. Para entender melhor essa nova técnica (que na verdade surgiu nos anos 60) acompanhe a notícia e o gráfico abaixo, chupinhados total do G1:







Ok. Só tenho duas perguntas, doutores:

1) A cirurgia para recuperar a visão é indicada para pacientes acima de 60 anos. Quem no Brasil com mais de 60 ainda tem um canino?

2) Será que toda aquela filosofia dos Direitos Humanos começa a entender, e quem sabe apoiar, o tão criticado Código de Hammurabi?

O pior não é isso. É que já tava tudo aqui, desde 1700a.c, nesse símbolo fálico. Como diz o mané: "esse Hammurabi devia gostar de tomar um café bem doce"


Agora a medicina moderna é igual a de 4 mil anos atrás: olho por olho, dente por dente e vice-versa